Quarta-feira, 5 de Março de 2008

Projecto de Pesquisa 2ºPeríodo

 I. Objecto de Execução

Recuperar fachadas e reconstruir interiores, a partir de plantas originais, e face aos aspectos que se concluam estar degradados , preservando a estética da época de construção.


II. Problema
Em consequência de pesquisas no Arquivo Municipal de Lisboa, foi possível consultar e reproduzir as plantas de três edifícios. Devido à falta de documentação referente aos edifícios das zonas do Chiado Norte e Chiado Sul, os elementos Marta Branco e Sofia Alves, reintegraram o seu trabalho em dois dos restantes projectos de recuperação.
Assim, serão objecto de propostas de recuperação apenas três edifícios (e não cinco, como estava inicialmente previsto): Rua da Conceição, nº 77, Baixa Nascente - Andreia Santos; Rua do Ouro, nº 165, Baixa Poente - Catarina Carvalho e Sofia Alves; Campo das Cebolas, Arco de Jesus nº 1-5, Alfama Rio - Diogo Lopes e Marta Branco.
  A recuperação dos três edifícios exigirá a restauração das fachadas (estuque, pintura, reparação ou substituição de porta principal, janelas e sacadas com pintura de ferro cromado); e a reconstrução de interiores (paredes, chão, tecto e portas).
    

III. Questão de Investigação

Objectivo Geral

Pretendem-se apresentar propostas para novas utilizações desses três edifícios, dinamizando também o espaço envolvente, de acordo com a vontade expressa nos resultados dos inquéritos por questionário, realizados a comerciantes e moradores das respectivas zonas.

Objectivos Específicos



Prédio nº 77 da Rua Conceição
Zona Nascente

•    Relacionar diversos tipos de formação artística com um espaço de aprendizagem lúdico e opcional;
•    Promover o desenvolvimento de capacidades individuais e grupais que estimule a auto-confiança;
•    Diversificar a oferta de artigos que promovam a criatividade artesanal;
•    Motivar as crianças para diversas formas de arte e a possibilidade de as exprimir e treinar;
•    Capacitar qualquer ser humano de que cada um é capaz de criar arte e de a explorar;
•    Possibilitar experiências enriquecedoras, artística e humanamente;
•    Proporcionar momentos de convívio e de aperfeiçoamento de relações interpessoais;
•    Possibilitar a toca de experiências e de vivências pessoais.

Prédio nº 165 da Rua do Ouro
Zona Baixa Poente



Prédio nº 5 do Campo das Cebolas, Arco de Jesus
Zona de Alfama

•    Criar um espaço atractivo;
•    Proporcionar espaços para ensaios;
•    Promover um espaço de apoio e patrocínio para as bandas portuguesas;
•    Motivar o público português a aderir à promoção da música nacional;


•    Sensibilizar as pessoas para que optem por habitar nas zonas históricas de Lisboa;
•    Combater a desertificação dos espaços urbanos que conduzem, consequentemente, à degradação;
•    Promover as capacidades de jovens arquitectos, incentivando-os, de forma a desenvolver as zonas em estudo( construção do atelier);.
•    Motivar a auto-produção de energia através dos recursos naturais disponíveis na cidade de Lisboa;
•    Sensibilizar as pessoas relativamente às necessidades ambientais;  
•    Promover o avanço tecnológico ( energias renováveis);
•    Introduzir novas vertentes na arquitectura na cidade de Lisboa.

 

 


IV. Descrição das Propostas / Funções

Prédio nº 77 da Rua Conceição
Zona Nascente

Este prédio, da responsabilidade de Andreia Santos, apresenta seis pisos a reestruturar. Sugere-se a criação de uma Academia SELF MADE ART.

No piso 1, criar-se-ia uma Retrosaria, com vários materiais de plástico, metal, massa, fimo, madeira, bambú, ráfia, etc... e uma Loja de Têxteis, com venda de tecido a metro.
No piso 2, criar-se-ia um Espaço Infantil com responsáveis pelas crianças, para que os potenciais clientes desta Academia possam usufruir dela, com tranquilidade. Seriam proporcionadas brincadeiras às crianças, relacionadas com os têxteis, a costura, o artesanato e a pintura.

No piso 3, haveria um Atelier de Costura, com balcões e modelos para corte, máquinas de costura e manequins. Um formador coordenaria os trabalhos, daria esclarecimentos e acompanharia a manufactura de cada projecto.

No piso 4, haveria um Atelier de Artesanato, onde o público construiria peças pequenas, a partir de retalhos, lãs, fitas, botões, etc... Seria um espaço de Formação, que permitiria experiências de construção de peças, pelos clientes, no próprio local.

No piso 5, criar-se-ia um Atelier de Pintura em Tecido, onde se poderiam desenvolver trabalhos diversos: pintura de bonecos, marionetas, almofadas, quadros de parede, peças de vestuário e adereços, por exemplo bóinas, sombrinhas, etc...

No piso 6, concentrar-se-ia a Secção Administrativa (secretaria e atendimento ao público) da academia e uma Sala de Convívio, adequadamente apetrechada e com os melhores trabalhos à venda. Esta sala de convívio teria um Bar, com artigos decorativos feitos pelos associados, uns expostos e outros em uso.

Esta academia, de carácter lúdico e cultural,  funcionaria mediante inscrição e aquisição de um título de sócio, com um pagamento mensal simbólico, que permitisse, simultaneamente, proporcionar a participação de um público heterogéneo; pagar os salários dos formadores e financiar a compra de materiais, dado que em cada um destes espaços de formação, se dispensaria o material necessário para todas as tarefas.


Prédio nº 165 da Rua do Ouro
Zona Baixa Poente

Este prédio será dividido entre Catarina Carvalho (pisos 1, 2 e 3) e Sofia Alves ( pisos 4, 5 e 6).

Pisos 1, 2 e 3
Uma vez que o prédio tem no 1º piso, R/C, uma papelaria, “Papelaria da Moda”, muito frequentada por alunos de Artes, pensou-se criar no 2º andar, que tem uma altura muito reduzida, um auditório destinado a pequenas peças e ao ensaio de peças escolares, companhias de teatro não profissionais, etc... que funcionaria, por exemplo, em horário semanal estipulado por cada companhia ou entidade que o utilizasse. Poderiam dinamizar-se aulas abertas de Arte Dramática e até promover Workshops direccionados para a população mais idosa da zona.

No 3º andar, criar-se-ia uma galeria aberta a pequenas exposições individuais, para que cada artista pudesse afixar os seus desenhos, quadros, telas, fotografias, etc., através do pagamento de uma quota mínima, que permitisse algum lucro que financiasse o espaço. Seria também possível vender os artigos expostos, a preços acessíveis, para um público jovem, não morador, mas que passa muitas horas do dia naquela zona da cidade, nomeadamente os alunos da Faculdade de Belas Artes, da Escola do Arco, etc.

Estas propostas enquadram-se na ideia que existe sobre a Zona da Baixa-Chiado: uma área muito frequentada por artistas, que dinamizam a zona e criam distracções para a população, animando as ruas e consequentemente toda a área.

Pisos 4, 5 e 6
No 4º piso criar-se-ia uma área lúdica, onde cada pessoa pudesse usar a sua criatividade e originalidade, numa tela ou papel de cenário, exposto numa parede, dando utilidade artística e social a esse piso. Apelando à expressão de cada um, poderiam ser usados diversos materiais : tintas, tecidos, madeiras, brilhantes, etc. No mesmo andar, existiria uma pequena área onde o público mais jovem pudesse ter acesso a Formação em Artes Plásticas, usando diversos materiais, como o barro, o gesso ou a plasticina.

 No 5º piso implementar-se-ia uma área de restauração e sanitários. Além de outra, de convívio, que seria uma zona confortável e útil para socializar e discutir assuntos diversos. Haveria ainda uma pequena biblioteca com inúmeros livros de arte, para consulta no local.

O 6º piso seria utilizado para expor os trabalhos criados pelo público e existiria uma área de comércio, onde seriam vendidos materiais de pintura, tais como: tintas, pincéis, telas e livros de arte.

Os principais objectivos para estes três pisos seria dar ao público a possibilidade de se expressar, experimentar materiais, experimentar conforto e partilha de experiências, apreciando um bom ambiente, com informação pertinente e adequada.

Na zona da Baixa Poente, não deveria ser permitido o aumento do volume construído, acrescentando andares superiores, sótãos, etc.; as fachadas deveriam ser restauradas e retirados os elementos dissonantes, como: placas, anúncios, etc. sobredimensionados e esteticamente não adequados; os aparelhos de ar condicionado, bem como cabos e fios eléctricos, deveriam ser instalados nas traseiras dos prédios e os tipos de portas e janelas de um prédio deveriam ser todos uniformizados.


Prédio nº 5 do Campo das Cebolas, Arco de Jesus
Zona de Alfama

Este prédio será trabalhado por Marta Branco (pisos 1, 2 e 3) e Diogo Lopes ( pisos 4, 5 e 6).

Pisos 1 e 2
A face estrutural dos 1º e, em parte, do 2º pisos do edifício e do seu interior seria a principal a remodelação, uma vez que a função a desempenhar requer adequação.

Como actividade económica e de apoio às Bandas de Garagem de Portugal, este edifício destinar-se-ia aos amantes da música e, por isso, incluirria uma loja, estúdios para ensaios e, possivelmente, gravações caseiras, com uma zona de concertos, ao ar livre, que contribuiria e patrocinaria  eventos musicais de Bandas Portuguesas, desenvolvendo projectos e concursos para promover e lançar bandas no mercado, sendo uma percentagem dos lucros destinada à manutenção do espaço.

Pisos 3 e 4, 5
Tendo em conta os aspectos exteriores e os problemas existentes, as soluções apresentadas destinam-se à habitação dos 3º e 4º pisos e parte do 2º piso,  estando em estudo a possível construção de um 5º piso superior.

O objectivo da construção deste 5º piso deve-se à união entre o Estilo Arquitectónico Pombalino com a Arquitectura Moderna. Pretende-se assim desenvolver e introduzir um aspecto mais contemporâneo e moderno.

Além da sua utilidade ser a de habitação, será criado um atelier de arquitectura na parte norte, anexa ao lote do prédio.     




V. Abordagem Metodológica desenvolvida no 2º Período

No dia 14 de Fevereiro, o grupo deslocou-se à baixa da cidade para a realização de inquéritos aos comerciantes e moradores da zona(Anexo 1).

Os Resultados obtidos foram:

1.Grau de satisfação com a zona em que trabalha:

 


2. Gostaria de trabalhar noutro sítio?
 





3. No seu negócio, alguma parte dos seus impostos vai para a Câmara Municipal?




3.1 Se respondeu sim, já sentiu benefícios nesta zona?


 



4. Indique de 1 a 5 , por ordem de preferência o que mudaria na zona em que trabalha?
 


5. Indique o que pensa necessário para concretizar, de facto, mudanças nesta zona.



6. Indique as consequências que gostaria que resultassem dessas mudanças na sua zona de trabalho.

•    Aumento do turismo interno e externo
•    Criar animação de rua



VI. Hipóteses de Trabalho

Em alternativa à construção das maquetas, iremos produzir modelos tridimensionais, em suporte de papel ou digital, dos edifícios.

Realizar-se-ão maquetas numa escala mais reduzida, apenas para localizar o espaço de intervenção, e dar uma ideia de volume dos edifícios.

A Campanha de Divulgação do tema através do blog irá continuar com publicações frequentes sobre a evolução do trabalho. Através deste meio de difusão de informação, foi reconhecido o mérito do nosso tema pelo Presidente da Junta de Freguesia da Sé, Filipe Pontes.

O Portfólio Fotográfico não se encontra ainda concluído, pois pretendemos reunir mais material, nomeadamente fotografias tiradas a partir de locais específicos, como por exemplo: o Castelo de São Jorge ou o Elevador da Glória.

No decorrer deste período, o nosso grupo realizou uma apresentação em Power Point solicitada pela organização do Concurso Cidades Criativas: CCC “On the Road”. Estiveram presentes membros da Universidade de Aveiro, do Ministério da Educação, Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo e a Presidente do Conselho Executivo da nossa escola, Dra. Manuela Esperança, além dos grupos concorrentes de Caneças e Queluz.

Este trabalho integra também a campanha de sensibilização para o tema.

A Pesquisa Histórica dos Edifícios e respectivas zonas, encontra-se ainda a decorrer, existindo apenas o relatório do estado actual do edifícios(Anexo 2).


VII. Bibliografia

FRANÇA, José- Augusto, A Arte em Portugal no Século XIX, volume I e II, Bertrand Editora, 1990

BÁRCIA, Paula, Lisboa à Beira-Rio

Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros, Fundação Banco Comercial Português, 1995 Lisboa

Plano Estratégico para Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 1992 Lisboa

http://www.cml-lisboa.pt


Anexos

1.                           


Escola Secundária de Vergílio Ferreira
Inquérito por Questionário

Estudo sobre a “Degradação da Baixa Lisboeta”

Autores – Alunos do 12º ano da disciplina de Área de Projecto
Público-Alvo – Comerciantes da Baixa Lisboeta
Data: Fevereiro 2008


1. Indique o seu grau de satisfação com a zona em que trabalha:
                
Muito pouco satisfeito    Pouco satisfeito    Satisfeito    Muito satisfeito    Muitíssimo satisfeito

2. Gostaria de trabalhar noutro sítio?    Sim □        Não □
Porquê?
_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

3. No seu negócio, alguma parte dos seus impostos vai para a Câmara Municipal?
Sim □                                Não □
3. 1. Se respondeu sim, já sentiu benefícios nesta zona por isso? Sim □        Não □
                                    Em quê?

_____________________________________________________________________
 

4. Indique de 1 a 5, por ordem de preferência, o que mudaria na zona em que trabalha:
                
Habitações    Ruas e pavimentos    Estacionamento    Transportes    Comércio

5. Indique o que pensa necessário para concretizar, de facto, mudanças nesta zona.

_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________


6. Indique as consequências que desejaria que resultassem dessas mudanças, na sua zona de trabalho.

_____________________________________________________________________

Obrigada pela sua colaboração!



1.1

Escola Secundária de Vergílio Ferreira
Inquérito por Questionário

Estudo sobre a “Degradação da Baixa Lisboeta”

Autores – Alunos do 12º ano da disciplina de Área de Projecto
Público-Alvo – Habitantes da Baixa Lisboeta
Data: Fevereiro 2008


1. Indique o seu grau de satisfação com a zona em que vive:
                
Muito pouco satisfeito    Pouco satisfeito    Satisfeito    Muito satisfeito    Muitíssimo satisfeito

2. Gostaria de morar noutro sítio?    Sim □        Não □
Porquê?
_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________


3. Indique de 1 a 5, por ordem de preferência, o que mudaria na zona em que vive:
                
Habitações    Ruas e pavimentos    Estacionamento    Transportes    Comércio


4. Indique o que pensa ser necessário para concretizar, de facto, mudanças na sua área de residência.

_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________


5. Indique as consequências que desejaria que resultassem dessas mudanças, na sua área de residência.

_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________


Obrigada pela sua colaboração


2.


Características dos Prédios Seleccionados


Rua da Conceição, nº 77
Área de Implantação: 141, 91 m2
Nº de Pisos: 6
Nº de Pisos Abaixo do Solo: 0
Revestimento da Fachada: Pintada
Cor da Fachada: Amarelo
Época de Construção: Séc. XVIII
Estado de Conservaçáo: Muito Mau

 
Campo das Cebolas, Arco de Jesus, nº 1- 5
Área de Implantação: 519, 17 m2
Nº de Pisos: 4
Nº de Pisos Abaixo do Solo: 0
Revestimento da Fachada: Pintada
Cor da Fachada: Ocre
Época de Construção: Séc. XVIII
Estado de Conservaçáo: Mau
Actividade Económica: Restauração

 
Rua do Ouro, nº 165
Área de Implantação: 256,39 m2
Nº de Pisos: 6
Nº de Pisos Abaixo do Solo: 0
Revestimento da Fachada: Pintada
Cor da Fachada: Amarelo
Época de Construção: Séc. XVIII
Estado de Conservaçáo: Mau
Actividade Económica: Comércio A Retalhe


publicado por Grupo 12º 8ª E.S.V.F. às 21:07
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